19 junho 2013

"Não somos muitos mas também não somos fracos"


Nós chegamos na praça ontem sem esperar muita gente. Ficamos sabendo do manifesto pela manhã, improvisamos cartolinas e xerox. Manhã e tarde dedicadas a divulgar o Ato, em rabiscar cartazes, enviar mensagens para amigos, conhecidos e qualquer um que nos dedicasse o mínimo de atenção.
Já no final da tarde lemos uma matéria na Folha de Boa Vista sobre o Ato. Não ficamos lá muito felizes. Isso de nomear boi e etc. É claro que precisamos de um porta-voz (veja bem, não um líder), mas esse porta-voz não precisa se promover. Ninguém precisa ou deve se promover. Mas espero que estejamos no caminho certo. Em construir o Brasil que queremos. Estamos espalhados e unidos ao mesmo tempo. Temos várias causas por que lutar e podemos apoiar outras tantas, mas o mais importante é nos manter unidos e sem destruir o que ja temos. É um pouco difícil, mas não é impossível.

Hoje vai haver manisfesto de novo, amanhã também e assim por diante. Não há mais volta e se voltar, será uma vergonha. Mas não há mais volta. Pra nenhum lado.
Nosso amigo Lucas Noronha gravou e editou a manifestação de ontem, assistam e juntem-se a nós: Manifesto Segunda #vemprarua #rr18j


E pra finalizar, tem esse vídeo muito esclarecedor. Espero encontrar vocês hoje, amanhã, sexta e principalmente no sábado. "Não somos muitos mas também não somos fracos". Não somos muitos mas somados ao resto do Brasil, somos uma nação!

16 junho 2013

Nosso quintal é o mundo

Nossas peles grudadas no calor, no frio, na água do rio que buscamos todos os domingos. Uma busca por sanidade nos cafés pela manhã, nos almoços improvisados e nas idas ao teatro.
Nosso quintal é o mundo.

Aprendi isso contigo no teu sorriso de malandro que tanto adoro. Nos teus trejeitos de ombro, nas respostas rápidas e despedidas formais nos emails. Nos vários cigarros, nas caminhadas. Nas longas caminhas. Nos submarinos e nos cassinos que nunca fomos. Nas massagens e piadas que construímos apenas num olhar.
Adoro nos imaginar velhinhos, as paredes cheias de lembranças de várias viagens. Fotos e mais fotos. Filmes e mais filmes. Livros e mais livros. Teatros e mais teatros. Abraços e mais abraços. E aquele cafuné que adoro fazer na sua barba.
Nosso caminho permanece lado a lado e quero que continue assim. Com a gente inventando tempo pra um café&cigarro debaixo da sombra de bambus.
Sem você não dá pra manter a sanidade, Claudir. Feliz aniversário, amigo-irmão.

06 maio 2013

Polaroid

As vezes eu tenho vontade de me colar em ti. 
Com cola, fita, adesivo, 
qualquer-coisa-que-cole-pele-a-pele.
"Ô moço, tem alguma coisa que cole pra sempre?"
"Mas colar o que, senhora?", dizia o atendende da loja de materias de construção.
Nunca falei a verdade, claro.
Cole GENTE, cole PELE, cole BOCA.
Tem não.

Dia sim/dia não eu me pergunto de onde é que nasce, cresce e cresce e cresce só cresce esse negócio bonito que eu sinto por ti. E até quando vai crescer. Até aonde. Tem um limite que ainda não descobri?
Não sei.
Não importa.


                                                    tu.




"É medo e presunção acreditar em limites.
Não existem limites, nem para os pensamentos... nem para os sentimentos."
Sonata de Outono - 1978








02 maio 2013

Recado do Tom et all.

Era pra te dizer ontem, mas acabei esquecendo. O barulho do jogo atrapalhou e o Oskar não parava de falar da nova série que será sobre os contos do Edgar A. Poe. Fora todo o papo sobre visitar cadeia pública e as classificações que os gays dão às lésbicas. Mas isso não vem ao caso, o que importa é que Tom, Elis, Caetano, Vinicius, Adriana, Roberto, Ivete e até o Chico que não sabe cantar direito deixaram esse recado aí em cima.
Todos bêbados recortando revista pra fazer esse recadinho pra você. Sinceramente, acho mais prático te mandar sms, rabiscar um guardanapo, enviar um email, publicar no seu facebook, ou uma mention no twitter. Mas eles não, queriam recortar papel.
A verdade é que eu estava junto com eles. A idéia foi minha. Você sabe que tenho vergonha de admitir essas coisas.
Mas quando te vi ontem, com aquele sorriso que aquece a alma e dá uma calma que só é completa quando te abraço.
Que bom que você voltou, cachinhos. Bora tomar uma cerveja e ver o pôr-do-sol?

26 abril 2013

no alarms


Te chamei pra um café mês passado.
Tu não pode ir.

Te chamei pra uma cerveja essa semana.
Tu tinhas compromisso.

Te chamei pra qualquer-coisa-um-filme-um-papo-um-giro-por-aí.
"Vou viajar amanhã", tu disseste. "Quero ir de avião, olhar as nuvens. Nos vemos depois?"

Eu disse sim.

Comprei todas as vagas do avião, pro destino que você queria ir, pra ver se assim nós nos esbarrávamos por aí.

Tu foste de trem.

15 abril 2013

"Não há limites, Fernão?"


Li sobre A história de Fernão Capelo Gaivota durante o ensino médio. Tempo esse em que eu vivia na biblioteca. Bom, eu ainda vivo na biblioteca. (mas intercalo em mesas de bar).
Hoje reencontrei o livrinho enquanto olhava a estante de livros de um professor-amigo, ou amigo-professor. Li durante o horário de almoço, meio que relembrando as falas, meio que tentando encaixar minha vida na de Fernão Capelo Gaivota. É uma leitura rápida e com fotos lindas de gaivotas. (se não lestes, faz o favor de ir atrás).
Mas não precisa ser necessariamente uma leitura rápida. Pelo menos não da primeira vez.
Fernão Capelo Gaivota divide-se em três partes, já a minha vida divide-se em tantas. Não sei quem disse que Fernão é "um hino à liberdade". Mas está lá na capa do livro, junto com outras frases que se não fossem as fotografias de Russel Munson, eu jamais teria lido o livro. (mentira, se alguém de confiança indicasse, eu teria lido sim).
E é basicamente sobre isso. Sobre a liberdade. Dá pra criar muitos debates acerca da liberdade, mas o ponto essencial aqui é:

" - Por que será - interrogou-se Fernão - que a coisa mais difícil do mundo é convencer um pássaro de que é livre e de que pode prová-lo a si próprio se se dedicar a treinar um pouco? Por que será tão difícil?"


Eu me pergunto isso quase todos os dias.

01 abril 2013

Nota mental


Parte I: Angela 
(2:51 da madrugada de domingo)

Deu pause no filme, assistia La Science des Rêves, de Michel Gondry, pensou "Angela vai adorar esse filme", e escreveu com caneta azul na palma da mão: filme Angela. E viu ao restante do filme. 



Parte II: Marianne
(3:03 da mesma madrugada de domingo)

"Preciso anotar tudo o que tenho que fazer amanhã" não tinha papel, anotou na coxa esquerda, um pouco acima do joelho, com um marca-texto pink: ligar Marianne. Pensou um pouco mais nos outros afazeres. "Amanhã organizo o resto, isso basta." E dormiu minutos depois.